A História da Tinta de Escrever


Por ser algo fundamental que serviu para propagar a escrita no decorrer das eras e, consequentemente, a literatura, é muito bom sabermos como se deu a evolução da tinta que marca o papel, possibilitando a nossa entrada no fantástico universo dos livros.
Pelo nome da tinta de escrever (em grego, énkaiston), indicam-se os preparados que servem para escrever, para a imprensa e para vários fins industriais. As primeiríssimas tintas, naturalmente para escrever, foram idealizadas e compostas desde a mais remota antiguidade. Realmente, é ao chinês Tien-Chu, que viveu ao tempo do império de Huan Ti (terceiro milênio a.C.), que se atribui a invenção da chamada tinta da China. 
Todas as primeiras referências sobre tal invenção falam do Velho Continente mas, de outro lado, também é digna de credito a documentação de Filon de Bizâncio (século II a.C.), que nos descreve uma tinta "simpática", precursora da tinta ferro-gálica, ainda em uso. Plínio refere-nos que os Romanos usavam um líquido para escrever. Desde essa época, preparavam-se tintas em cores, feitas com corantes inorgânicos, tais como cibário e mínio, ou mesmo orgânicos, à base de estratos vegetais ou animais. 


Na idade Média, foram os monges que se interessaram pela fabricação da tinta de escrever. Em seguida, a história da tinta se enriquece sempre mais, com notícias sobre as propriedades da útil descoberta.
Finalmente, em 1865, graças a A. Leonardi, obteve-se uma tinta alizarina que, diferentemente das precedentes — que continham em sua composição verdadeiras e próprias suspensões de corantes ferro-gálico e ferro-tânicos em soluções de goma-arábica —, era um líquido límpido, que podia ser filtrado e no qual estavam contidos, contemporaneamente, mas não combinados, os ácidos tânico e gálico, o sal de ferro, um ácido (clorídrico) que devia impedir justamente a combinação entre sulfato de ferro e ácido gálico, com formação de composto ferro-gálico, que tornava a escrita negra, o que ocorria depois no papel, na presença de reagentes contidos no ar (amoníaco).
Com o aparecimento e desenvolvimento da arte tipográfica, aos estudos e descobertas sobre a tinta de escrever, uniram-se aperfeiçoamentos e explorações sobre a tinta de impressão. A tecnologia desta última, deve-se, porém, considerar bem diferente, para os fins que deviam satisfazer, daquela de escrever e baseada mais em misturas do que sobre reações químicas. 


Assim surgiram várias variações de tintas para diferentes finalidades, incluindo a evolução das "tintas simpáticas", que são aquelas que permite a leitura depois que a folha é exposta a um reagente químico, tal como leite ou sumo de limão, muito. Depois apareceram as tintas à base de água, que apresentam a vantagem de serem inodoras e não provocar distúrbios àqueles que as empregam. Hoje existem numerosas fórmulas e receitas para a fabricação de tintas de escrever, para os mais variados usos: desde a copiativa àquelas para canetas-tinteiros e outras, desde as indeléveis às luminosas.

Fonte: Enciclopédia Novo Trópico, Vol. VII, p. 1179.
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Sobre Pena Pensante

Editor e resenhista do Pena Pensante, 23 anos, graduado em relações internacionais e autor do livro de poesias Entre Asas e Raízes.
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