Book Haul de Junho de 2017


Se pudesse destacar um mês extremamente especial no quesito de experiência literária, este seria junho. Os exemplares que constituíram a meta de leitura para o mês das grandes festas juninas marcaram por diversas características. Estas englobam a originalidade de cada título junto às emoções passadas por entre as linhas das páginas. Desde obras com um alto índice acadêmico, até à ficção medieval, pude experienciar o objetivo dos autores ao escreverem seus livros: que na maioria das vezes é de tocar psicologicamente o leitor. História, política, filosofia, romance, mitologia, drama, guerra e outros aspectos entraram nesse aglomerado de emoções que só o aventureiro ao desconhecido mundo da literatura consegue vivenciar. De tal forma, abaixo listei alguns exemplares que tomaram meu tempo nos últimos trinta dias e que, de fato, terão um lugar especial na estante!


Uma Vez, de Morris Gleitzman
Todo mundo merece ter alguma coisa boa na vida pelo menos uma vez. 
Felix Salinger, um menino judeu que mora na Polônia, adora ler e é ótimo em escrever e contar histórias. E é isso o que ele mais faz enquanto espera, num orfanato católico, o pai e a mãe, que foram cuidar da livraria da família. Uma vez, na fila do jantar, Felix ganhou uma sopa com uma cenoura inteira. Naqueles tempos em que era impossível até mesmo ter pão fresquinho no café da manhã, uma cenoura inteira só podia ser um sinal. A mensagem ficou mais clara quando livros judeus da biblioteca do orfanato foram transformados em uma imensa fogueira. Seus pais e a livraria da família estavam em perigo. O garoto sabia que precisava voltar para casa para ajudá-los. 


Assim começa a jornada de Felix por um país tomado por soldados nazistas, vizinhos delatores, mas também por pessoas dispostas a ajudar. A incrível imaginação do garoto é sua melhor companhia para compreender a terrível realidade que o cerca. 
Este é um livro especial, que nos faz testemunhas do horror do Holocausto pelo doce e inocente olhar de uma criança. É uma história delicada, que nos faz pensar sobre intolerância, racismo, abuso de poder, perda e luto. Mas que também afirma o poder da amizade, da perseverança e da literatura para construir um mundo melhor.
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A Hipótese Humana, de Alberto Mussa
Tiros na noite e um crime: são misteriosas as circunstâncias que envolvem o assassinato de Domitila, filha do coronel Chico Eugênio, dentro da chácara da família no Catumbi. A investigação fica a cargo do detetive Tito Gualberto, primo da vítima e hábil capoeira, que tentará completar o quebra-cabeça do crime. De tão real, a ficção de Mussa encontra sua crônica familiar numa ponta da história. Os muitos suspeitos do crime vão sendo revelados aos poucos, levando o leitor num redemoinho que confunde, aprisiona e inquieta.


A hipótese humana é o quarto romance do “Compêndio Mítico do Rio de Janeiro”, série de romances policiais, um para cada século da história carioca, já composta por O trono da rainha Jinga, A primeira história do mundo e O senhor do lado esquerdo. Utilizando-se com primor da paisagem geográfica do Rio do século XIX e unindo mitologia indígena e africana para criar um cenário mítico tipicamente brasileiro, Alberto Mussa comprova a sua tese de que uma cidade não se define pelo temperamento de seu povo ou pela sua cultura, mas pela história de seus crimes.
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O Aberto, de Giorgio Agamben
Um exame de uma das questões mais básicas da existência: o que aproxima e o que diferencia o homem dos animais. O que significa ser “humano”? Agamben analisa a crença de que o homem é um animal superior, mas também aquela que defende que o homem não é sequer um animal.


Com base em textos de autores e disciplinas diversas, demonstra que o homem, diferentemente do animal, não é um ser aprisionado pelo seu meio. Ao contrário, ele se deixar ampliar através dele.
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O Que é Fascismo? E Outros Ensaios, de George Orwell
Romancista celebrado pelas distopias de 1984 e A revolução dos bichos, George Orwell também foi um prolífico repórter e colunista. Entre as décadas de 1930 e 1940, o autor de O que é fascismo? colaborou em diversos veículos da imprensa britânica. Nesta coletânea de 24 ensaios publicados em revistas e jornais, Orwell explora um amplo espectro de assuntos, sempre perpassados pela política, sua principal obsessão intelectual e literária.


Com temas que variam de Adolf Hitler à pornografia, de W. B. Yeats a O grande ditador, os textos selecionados pelo jornalista Sérgio Augusto compõem um inteligente mosaico das opiniões de Orwell durante o período crítico da Segunda Guerra Mundial e do início da Guerra Fria. Com sua visão irônica do mundo conflagrado da época, os ensaios demonstram a potência criativa e democrática adotado pelo escritor após sua experiência na Guerra Civil Espanhola, em contraposição aos totalitarismos de esquerda em voga na época.
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Das Vindimas no Douro ao Rio de Janeiro, de Ana Mariano de Carvalho
Bento é um rapaz sonhador de 21 anos e que mora em uma cidade pobre do interior de Portugal, a Galafura de 1930. O jovem trabalhador que sempre ajudou o pai na fazenda foi trabalhar no inverno em uma vindima em outra cidade para ajudar na renda.
Lá conheceu o amigo Maurício, com quem dividiu sonhos e suor. Por lá, também conheceu Amélia, uma moça de mesma idade, loira e com um vestido branco que o encantou. Apaixonou-se no mesmo momento que viu seus olhos cor de amêndoa, porém, foram apenas cinco minutos perto um do outro.
Convencido pelo amigo, os dois decidiram partir para o Brasil, terra de oportunidades, para enriquecerem e darem boa vida as famílias.


O caminho foi longo e cheio de aventuras, os dois amigos chegaram à terra nova com ambição e determinação e enfrentaram grandes desafios. Contudo, a jovem Amélia, da Vindima Nossa Senhora do Rosário, reapareceu para agitar a vida de Bento e colocar a amizade com Maurício à prova.​
“Ou amor é um sentir que nunca passa algo que entrou e só sairá com muita desilusão, [...] é um sentimento que nasce com o individuo e só será completo com outro igual.”
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Angus: O Primeiro Guerreiro, de Orlando Paes Filho
Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da Bretanha. Cidades e monastérios são deitados ao chão. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante dos ataques daneses.


Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores. Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre.
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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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