La Pietra Scontenta Della Sua Vita Solitaria


Leonardo da Vinci, além de tudo, era também um fabulista; autor de inúmeras fábulas. O gênio renascentista as escrevia como uma forma de reflexão sobre fatos corriqueiros da vida, utilizando argumentos fascinantes dentro de um universo de fantasias. "La Pietra Scontenta Della Sua Vita Solitaria", que em português fica "A Pedra Descontente De Sua Vida Solitária" faz parte de seu acervo, e, como tal, nos passa uma bela mensagem. Abaixo você pode conferir o vídeo dela em italiano, forma original, em seguida conferir sua tradução para o português.


La Pietra Scontenta Della Sua Vita Solitaria
Una pietra novamente per l’acque scoperta, di bella grandezza, si stava sopra un certo loco rilevata, dove terminava un dilettevole boschetto sopra una sassosa strada, in compagnia d’erbette, di vari fiori di diversi colori ornata, e vedea la gran somma delle pietre che nella a sé sottoposta strada collocate erano. Le venne desiderio di la giù lasciarsi cadere, dicendo con seco: “Che fo qui con queste erbe? Io voglio con queste mie sorelle in compagnia abitare”. E giù lassatosi cadere infra le desiderate compagne, finì il suo volubile corso; e stata alquanto cominciò a essere da le rote de’ carri, dai piè de’ ferrati cavalli e de’ viandanti, a essere in continuo travaglio; chi la volta, quale la pestava, alcuna volta si levava alcuno pezzo, quando stava coperta dal fango o sterco di qualche animale, e invano riguardava il loco donde partita s’era, innel loco della soletaria e tranquilla pace.
Così accade a quelli che nella vita soletaria e contemplativa vogliano venir a abitare nelle città, infra i popoli pieni d’infiniti mali.

A Pedra Descontente De Sua Vida Solitária
Uma pedra novamente descoberta pela água, de bom tamanho, se encontrava em um certo local onde terminava um agradável bosque sobre uma pedregosa estrada, na companhia de graminhas e várias flores multicoloridas. De lá via a grande soma de pedras que eram submetidas à estrada. Assim, teve a vontade de se jogar e cair, dizendo consigo: "O que faço aqui com essas graminhas? Quero habitar em companhia com minhas irmãs". E, então, deixou-se cair ao desejado posto, terminando num curso inconstante, e logo passou a ser rota de carroças, de ferraduras dos cavalos, e de viajantes que caminhavam em continuo trabalho. Vez ou outra, batiam-na e despedaçavam-na, e quando estava coberta de lama ou esterco de animais, em vão lembrava-se do local de onde partira, aquele mesmo local tranquilo e solitário,
Assim acontece àqueles que numa vida solitária e contemplativa, querem habitar na cidade junto às pessoas cheias de infinita maldade.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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3 comentários:

  1. Fiz uma pesquisa rápida na internet e não achei nenhuma tradução desse conto para o português! Acredito que o seu blog tenha sido o primeiro, parabéns!!! =)

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    1. Também fiz, Maria Júlia, e assim como você não encontrei.
      Que bom, não é? Obrigado pelo seu comentário!!!

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  2. Amei, muito bom!!! Pode fazer mais posts como esse.
    Sucesso.

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