Da Flauta de Junco ao Eco das Montanhas


O destino de Pã, criatura mitológica, foi amar sem nunca unir-se a criatura amada. Sua morte é um mistério até hoje pois a causa não foi retratada nos fragmentos. Pobre Pã! Apenas os navegantes souberam do ocorrido depois de ouvirem uma voz em alto mar dizendo: "O grande Pã está morto". E isso foi suficiente para repetirem o boato desde as areias da praia até os cumes das grandes cordilheiras. O povo entrou em grande alvoroço e a partir desse dia vários poetas tiveram como inspiração a vida dessa criatura enigmática que gostava de ficar sob às sombras das árvores nas florestas solitárias. 
Sabe-se que no final de sua vida, Pã passou a frequentar as encostas das cordilheiras pois tinha esperança de, um dia, encontrar a ninfa Eco. Todavia, morreu sem conseguir. Tinha como companhia apenas a flauta de junco que, por ventura, também tratava-se de uma ninfa. Siringe era o seu nome! Correu por toda a vida de Pã para que ele não a encontrasse, mas de nada adiantara. Rogou aos deuses do Olimpo que fosse transformada em junco e ficasse escondida para todo o sempre. Pã logo descobriu, fazendo dela seu instrumento inseparável. Dizem que as melodias eram sempre tristes pois refletiam o fracasso da fuga.
Enfim, mais uma tragédia grega que vale a pena ser conhecida! Além do mais, o híbrido foi honrado por Zeus transformando-se na constelação de capricórnio pela destreza que possuía em momentos de perigo. Caso se interesse pelo motivo não deixe de assistir ao vídeo! 


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Sobre Pena Pensante

Filipe Penasso: Editor e resenhista do Pena Pensante, graduado em relações internacionais e autor do livro de poesias Entre Asas e Raízes.
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