A Velha Fábula da Raposa e as Uvas


Esopo foi um fabulista que viveu na Grécia Antiga; suas fábulas e histórias são conhecidas mundialmente nos dias atuais e muitas foram reescritas por autores famosos, como Jean de La Fontaine, autor francês que viveu no século XVII. Um dos exemplos mais famosos é a fábula da Raposa e as Uvas, que será apresentada aqui numa versão própria tendo como objetivo ensinar que quando não aceitamos as nossas próprias limitações, perdemos a oportunidade de corrigir as nossas falhas… Ou seja, é fácil desdenhar daquilo que não se alcança!
Uma raposa natural da Gasconha, embora seja confundida como normanda — povo medieval que se estabeleceu ao norte da França —, estava quase morta de inanição. Ia andando à procura de algo que lhe amenizasse a fome, quando viu no alto de uma parreira alguns cachos de uvas, que, a julgar pela cor arroxeada dos frutos, estavam no ponto de serem colhidos. Então o animal se aproximou espreitando ao redor e mal se continha pois tamanha era a vontade de deliciar-se com aquelas belas e graciosas frutas. Porém, por mais que tentasse, não conseguia alcançá-las; a parreira estava muito alta para ela. Desse modo, a fúria tomou conta de sua consciência, e percebendo que jamais conseguiria o intento, resmungou:
— Não tem importância! Estão verdes. O que eu faria com uvas verdes? Só servem mesmo para vinho.
E seguiu seu caminho, mas sempre olhando para trás. Quem sabe cairia alguma?

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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2 comentários:

  1. Como gosto do seu blog!!! Sempre compartilho suas postagens.
    Um abraço!

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    1. Olá, Sandra! Obrigado pelo seu comentário e por sua manifestação em minhas publicações. Fico muito contente por isso. Grande abraço para você também!

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