O Juiz do Egito: Volume I - Sob a Pirâmide, de Christian Jacq


Há muito vinha procurando uma obra intrigante, que me prendesse na leitura, fazendo-me querer saber, desesperadamente, sobre a próxima página. Pois eu encontrei! O Juiz do Egito - Sob a Pirâmide é o primeiro volume da trilogia escrita por Christian Jacq, responsável por me proporcionar bons momentos de aventura, mistério e segredos.
Toda a história se passa no Médio Império Egípcio. Enquanto o resto do mundo vivia sobre as trevas da ignorância, o país, berço das civilizações, prosperava às margens do Nilo. Mas, os especialistas egiptólogos, como o próprio autor, sabem que as coisas não eram tão perfeitas assim, e que mesmo naquela época já existiam as falhas corruptivas nos famosos impérios faraônicos.
"Construir a inteligência pela retidão permanecendo ponderado e preciso, não se preocupar com a sua própria felicidade, agir de modo que os homens caminhem em paz, os templos sejam construídos e os pomares floresçam para dos deuses."
O alto nível de informações, a preciosidade da descrição e a facilidade com que Jacq nos explica os costumes daquela época, torna o livro uma fonte de informação cultural, além de nos entreter.
Paser, personagem principal, é um jovem que vivia num pequeno vilarejo em Tebas e lá era responsável por garantir a ordem entre os moradores. A verdadeira história começa quando o rapaz recebe o convite para trabalhar em Mênfis - perto das pirâmides e da esfinge -, atuando como juiz novato. 
Incorruptível e inteligente, Paser não se intimida perante aos poderosos da grande cidade. Mesmo com a grande influência dos afortunados, o juiz não deixava com que praticassem o que estivesse fora da lei. Seu trabalho duro fez com que descobrisse um caso de assassinato que era dado como acidente, e aí as coisas começam a acontecer.


Existe também a parte sentimental do enredo, pois, em meio a tanta seriedade, Paser conhece Neferet, uma jovem médica que era caluniada por um de seus mestres. O juiz se encanta pela moça e é obrigado a encontrar um meio de equilibrar o trabalho com as emoções.
Somos capazes de compreender a força de uma amizade verdadeira, tanto entre os humanos quanto entre os animais, afinal, Paser possuía o cão chamado Bravo e um burro chamado Vento do Norte - naquela época o burro era considero como um bem financeiro, mas Paser o tratava como verdadeiro amigo, assim como o cão. 
"Existia bem-estar mais suave do que o dos fins de tarde tebanos, quando o vento do norte trazia o frescor para debaixo dos caramanchões e das pérgulas, onde se bebia cerveja, admirando o pôr do sol? O cansaço do corpo desaparecia, o tormento das almas acalmava-se, a beleza da deusa do silêncio  espalhava-se no ocidente avermelhado. Os íbis atravessavam o crepúsculo."
O livro me fez viajar para um tempo longínquo e comparar os costumes. Foi uma experiencia incrível, um tanto quanto empolgante. Aprendi sobre o Egito, sobre o antigo exército e a hierarquia existente. Personagens marcantes e profundos me cativaram; espero encontrá-los novamente nos próximos volumes!


Caso se interesse pelo assunto, já publiquei aqui no blog duas pesquisas que realizei sobre o Egito, a primeira é O Império dos Faraós e a segunda fala sobre A Pirâmide de Quéops. Também, há um texto mais lúdico falando sobre os Barjanes e as Areias Mutantes do Sahara. Não é nada específico e aprofundado, mas apenas uma ideia sobre a cultura de um povo tão poderoso que se perdeu na noite do tempo.

Nome: O Juiz do Egito: Volume I - Sob a Pirâmide
Autor: Christian Jacq
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2016
Páginas: 336
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Sobre: Primeiro volume da nova trilogia do autor best-seller da série Ramsés.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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4 comentários:

  1. Puxa, que livro bacana! Também amo esse estilo, já vou procurá-lo! rsrsrsrsrs Sempre gostei de história, Filipe, seu blog está de parabéns! Já o sigo há um tempão!!!!!

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    1. Fico extremamente feliz quando leio um comentário como esse, Oscar Joana. Muito obrigado! = )

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  2. Li essa trilogia, "Juiz do Deserto", alguns anos atrás e, realmente é magica como toda obra de Christian Jacq. Todavia, fica opaca sem antes haver lido a “quintologia RAMSÉS" do mesmo autor (uma é continuação da outra). Essa famosa obra "RAMSÉS" é um divisor, pois é ali explicado como funcionava a vida egípcia da época. Portanto, as dezenas de livros escrito pelo autor sobre o Egito fica mais fácil de compreender.

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