O Cisne e o Cozinheiro


Uma antiga fábula nos conta que num pátio onde se criavam animais de plumagem, viviam o cisne e o ganso. O primeiro tinha por  única finalidade alegrar a vista de seu dono, enquanto o segundo era destinado a satisfazer as delícias da mesa. Um se julgava o favorito do jardim, e o outro, por seu turno, vangloriava-se de ser o favorito da casa.
O terreno onde estavam era todo cercado por um límpido lago, e lá costumavam os dois rivais distrair-se, nadando juntos e até mesmo mergulhando na água clara, mas sem jamais esquecerem suas disputas e emulações.
Certo dia em que o cozinheiro se excedera na bebida, apanhou o cisne, pensando tratar-se do ganso. O trêmulo animal já estava prestes a ser degolado pelo cozinheiro, quando com plangente cantar pós-se em lamentos por aquela desventura. E não foi pequena a surpresa do cozinheiro ao notar o engano em que laborara.
— Valha-me Deus! — exclamou. — Por pouco não punha a ferver no caldeirão este excelente cantor. Nunca me aconteça cortar a garganta de quem tão bem faz o uso dela!


A moral dessa velha fábula é fazer com que reflitamos sobre o uso correto das palavras. Nos perigos que a todo instante nos acossa, nunca é perdido saber falar bem, tentando a defesa, a fim de poupar o que temos de maior valor: a vida!

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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