O Legendário Guilherme Tell


A história do legendário herói Guilherme Tell, escrita por James Baldwin, data do início do século XIV, durante a luta do povo suíço pela independência da dominação austríaca.
O povo suíço não era livre como é hoje. Há muitos anos, um tirano arrogante e prepotente, chamado Gessler, atormentava suas vidas.
Um dia, esse tirano pôs um poste no meio da praça pública, colocou seu chapéu no alto e ordenou que todas as pessoas que chegassem à cidade se curvassem diante do chapéu. Mas um homem chamado Guilherme Tell re recusou. Parou de braços cruzados em frente ao poste e deu uma gargalhada ao ver o chapéu pendurado. Ele não se curvaria nem mesmo para o próprio Gessler.
Ao saber disso, Gessler ficou furioso. Temia que seguissem o exemplo de desobediência  e logo todo o povo poderia se rebelar contra ele. Resolveu, então, punir aquele atrevido.
A casa de Guilherme Tell ficava na montanha e ele era excelente caçador. Ninguém manejava o arco e a flecha tão bem quanto ele. Sabendo disso, Gessler pensou num plano cruel para fazer a própria arte do caçador trazer-lhe a desgraça. Ordenou que colocasse o filho de Guilherme Tell de pé no meio da praça, com uma maça na cabeça, e desafiou o pai a acertar a maçã com uma só flecha.
Guilherme suplicou ao tirano que não testasse assim sua habilidade. E se o menino se mexesse? E se a mão do arqueiro tremesse? E se a flecha desviasse?
— Vai me fazer matar meu filho? — perguntou ao tirano.
— Não diga mais nada — respondeu Gessler. — Você tem que acertar a maçã com uma só flecha. Se errar, meus soldados matarão o menino diante de seus olhos.
Sem dizer nada, Guilherme levou a flecha ao arco, mirou e atirou. O menino ficou imóvel. Não tinha medo, pois confiava totalmente na habilidade do pai.
A flecha ziniu no ar. Acertou bem no meio da maça, carregando-a para longe. As pessoas em volta gritavam de alegria.
Quando Guilherme Tell estava indo embora, uma flecha que estava escondida sob seu casaco caiu ao chão.
— Camarada! — gritou Gessler. — Para que era essa segunda flecha?
— Tirano! — gritou Guilherme com altivez. — Essa flecha era para o seu coração, se eu ferisse meu filho!
Diz a lenda que, não muito tempo depois, Guilherme Tell realmente atingiu Gessler com uma flecha, libertando seu povo da tirania.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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