A Verdadeira Aristocracia


Aristóteles, que individualizou com maestria essa forma de governo, afirmou que a aristocracia era o governo confiado aos melhores pelos cidadãos, sem distinções de nascimento ou riqueza. 
Sendo assim, significava, literalmente, governo dos sábios e daqueles que apresentavam superioridade não só intelectual, mas também moral. Caberia aos aristocratas,  dirigir o Estado no rumo do verdadeiro bem.
Na antiga Grécia, as origens da aristocracia remontam aos tempos homéricos, designando o estamento que limitava o poder do rei. Durante o século VII a.C. ocorreram sensíveis modificações socioeconômicas, surgindo uma nova elite, estribada não mais na propriedade fundiária ou no sangue, mas na riqueza pecuniária, e que seria denominada oligarquia, embora mantendo em seu tempo, prudentemente, a denominação aristocracia.
Em Roma, a aristocracia teve seu maior destaque durante a republica senatorial, por outro lado,  ao contrario do que proclamaram Políbio e Cícero, o equilíbrio da constituição romana já não era o mesmo no século II a.C. 
A partir da Idade Media, a aristocracia deixou de ser uma forma de governo para indicar um estamento diverso da burguesia e do clero, e que se sobressaia pelos altos postos militares e por privilégios transmitidos hereditariamente. 
Todavia, com o aparecimento do Estado moderno, as mutações econômicas diminuíram substancialmente a importância da aristocracia, que veio a perder para a burguesia a condição de sustentáculo das monarquias absolutas. Com a Revolução Francesa, a aristocracia, no seu sentido original, desapareceu, por completo da Europa.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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