A Secreta Utopia de Shangri-La



Os primeiros documentos budistas denominavam-na de Chang Shambhala e descreviam-na como fonte antiga de sabedoria. A crença na sua existência espalhara-se outrora — na China Dizia-se que, nas montanhas Cuenlun, existia um vale onde os imortais viviam em perfeita harmonia, enquanto na tradição indiana havia um lugar de nome Kalapa, no Norte dos Himalaias, habitados por "homens perfeitos". Tratava-se realmente de um lugar estranho e ao mesmo tempo incrível.
A tradição budista que acreditava na existência de um paraíso subterrâneo conhecido como Agartha, foi também associada a Shangri-La. Um lama contou, certa vez, que tratava-se de uma grande cidade  no coração de Aghart, onde reinava o rei do mundo, convencendo a todos de uma ligação com todas as nações por túneis subterrâneos. 
Dizem que no palácio do Dalai Lama, em Lassa, no Tibete, estaria ligado às entradas de Shangri-La — um lugar de quietude ao norte, chamado Portala — onde fora, outrora, o centro nacional religioso que o líder espiritual do tibetanos governava seu povo. Porém, desde 1959 devido a rebelião tibetana, Dalai Lama encontra-se em exílio na Índia.


A noção dessa raça superior e do seu poder místico, provou exercer tanto nos ocultistas como nos nazistas uma poderosa atração. Dizem que Hitler teria acreditado nesse poder e numa raça de super-homens que viviam no subsolo. Assim, teria enviado expedições da Alemanha e da Itália à procura de minas que servissem de entrara para o suposto reino.
Da serenamente tranquila Shangri-La às sinistras associações de Agharti, tal lenda da secreta utopia onde os homens santos vivem em paz e harmonia é um exemplo de como as forças do bem e do mal competem lado a lado mesmo nos mais afortunados lugares do mundo.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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