Os Jardins Suspensos da Babilônia.


Esplêndida devia ser Babilônia, quando Nabucodonosor, no ano 604 A. C., após destruir a cidade assíria de Nívine, instaurou o II império; mas, quando a filha de Ciassar, rei dos Midas, casou-se com o grande rei, este desejou embelezar magnificamente a cidade, presenteando a amada com um jardim que, pela originalidade de sua estrutura e pela variedade de suas flores, fosse digno de sua beleza. E os arquitetos de Babilônia lançaram-se à tarefa, traçando um ousadíssimo projeto: sobre uma área de 40 metros quadrados, eles levantaram uma sequência de terraços de pedra, sustentados por amplos arcos da largura de 6 metros,  de modo que, visto de baixo, o jardim suspenso parecesse uma alta escadaria transbordante de flores. Sob os arcos, ocultavam-se vastas salas reluzentes de decoração, onde os soberanos poderiam permanecer; além disso, para que a água jamais faltasse, foi idealizado um genial sistema de irrigação, que terminava sobre o último terraço, num artístico chafariz. Pouco ou nada ainda resta de Babilônia e de seus jardins suspensos, mas as poucas ruínas que a picareta dos pacientes arqueólogos conseguiu trazer à luz valem para testemunhar a veracidade da descrição que dela fizeram os antigos historiadores.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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