A Montanha de Vesúvio.


- Gaio, Gaio! Corra, venha ver!
A voz da irmã, que o chamava do terraço, fez estremecer o velho Plínio, que se dirigiu para a janela. Por sobre as colinas, do lado de Nápoles, levantava-se uma coluna de fumaça, semelhante a um gigantesco pinheiro. Enquanto perguntava a si mesmo qual seria a origem do extraordinário fenômeno, começavam a chegar as primeiras pessoas, esbaforidas e atônitas. O Vesúvio estava em erupção e um terremoto sacudia o golfo de Nápoles! Plínio mandou logo aprontar suas quadrirremes e seguiu para o local da catástrofe, onde a chuva de cinza escurecia o sol. Pela manhã, quando se desprendera aquela enorme coluna de fumaça e vapor, o cume do vulcão explodira e a lava incandescente começara a jorrar, em torrentes, pelos flancos da montanha.
Na tentativa de socorrer a cidade ameaçada, o velho sábio encontrou a morte. E com ele pereceram os habitantes de Pompéia e Herculano. As próprias cidades, arrebatadas pela apocalíptica erupção, ficaram completamente sepultadas. 
Decorria o ano 79 da era cristã e era a primeira grande erupção de Vesúvio de que se havia lembrança. Depois disso, o vulcão despertou várias vezes, mas nunca de modo tão desastroso. Então, a população que limitava a ver, na fúria da lava e do terremoto, uma manifestação da cólera divina, sentia-se mísera e inerme ante a cega potência da natureza, quando a terra tremeu e a montanha se coroou de nimbos de fogo.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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