A Estátua de Júpiter Tonante em Olímpia.


Do ano 668 A.C., até 393 da era moderna, a cada quatro anos , em julho, toda Hélade concorria aos jogos olímpicos. Ao terminar o mês, os vencedores, entre os aplausos do povo, eram coroados no templo, aos pés da estátua de Júpiter. Concebida por Fídias, que se dedicara à tarefa de antes do ano 440 A.C., a efígie do deus pontificava solenemente, sentada no trono, numa altura de 20 metros. Em marfim, que adequadas defumações haviam tornado cor de carne, eram seu corpo e a imagem da vitória, que ele segurava na mão direita; de ouro puro eram as vestes que, com amplas roupagens, lhe cingiam os flancos. Narra-se que Fídias, ao terminar a obra, atirou-se aos pés da estátua e, súplice, implorara de Júpiter um sinal de sua aprovação: subitamente, do céu sereno, desprendeu-se um raio que, iluminando o templo, com tamanho fulgor, que até cegava, foi cair aos pés do artista. Júpiter Tonante demonstrara satisfação pela homenagem.

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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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