Mudanças ao Vento


O tempo me fez grande, com a vontade de mudança e a ansiedade de evolução. Trouxe-me um furacão de pensamentos, refletindo um passado, parado e pesado. Um frio me cercou, junto à solidão de atos que não se concretizaram no pesado, parado, passado.
Como pedras à noite, não houve o que ser feito. O sono não me deixou agir, a vida não me deixou parar para analisar. Adormeci com o vento na colina e pude ter paz.
Ao acordar, o sol brilhava e me mostrava o caminho, mesmo diferente, era lindo, novo e sem pedras. Pude ver a felicidade dançando à minha frente, segurei em suas mãos e voei rumo ao sol. A vida me mostrou o horizonte infinito e me apresentou aos pássaros. 
Hoje não levo pedras, mas lembranças. Lembranças que evoluíram na grandiosidade das mudanças.


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Sobre Filipe Penasso

Autor e resenhista do Pena Pensante, 22 anos, acadêmico de Relações Internacionais e Comissário de Voo por formação.
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